segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hoje começa 2010! - A mesma história!



Não se espante, pelo contrário, concorde com o título deste post.

O ano começa depois do carnaval é verdade, mas algumas coisas não mudam.

Conduzindo meu veículo em direção ao trabalho - nesta manhã, ouvi algo muito típico de início de ano, Ano Eleitoral:

"A ministra Dilma permanecerá até o último instante no cargo, pois queremos que ela receba o governo, após eleita, em condições diferentes daquelas recebidas pelo presidente Lula."

Ora, o discurso seria razoável em 2006, não agora em 2010.

Em 2006 o presidente Lula terminava o seu primeiro mandato, mas em campanha falava a mesma história. O discurso era exatamente o mesmo.

Fico tranquilo em declinar aqui neste post a forma "tacanha" do discurso petista, pois votei no presidente Lula, por falta de opção ou não, votei nele.

A mudança no país não começou com o presidente Lula, Fernando Henrique, Sarney, Itamar, Collor, etc.

A mudança do país começou com o amadurecimento do povo brasileiro, na consciência do voto direto, no aprimoramento da Justiça Eleitoral, e na constante informação da imprensa séria.

Hoje começou o ano de 2010, por favor, a mesma história, não!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pela ordem - Choque de Ordem


Iniciamos este novo ano com uma ordem - "Choque de Ordem".


Trata-se da implementação de política pública visando conter irregularidades urbanas/administrativas, perpetradas e consumadas em tempos pretéritos, pelo descuido do administrador público, e muito também pelo avanço de grande desemprego da pópulação, e busca do sustento por aqueles que se utilizam do passeio público para ganhar o pão de cada dia.


Ao que tudo indica, num primeiro momento, a população aprova de forma irrestrita a atuação do poder público. Porém, quando o "choque" irradia mais próximo do cidadão, começam as reflexões mais profundas e sadias para a vida social.


"- Vamos tirar o "morador de rua" da calçada".

Mas, levá-lo pra onde?


Fantástica a entrevista que ouvi sobre o tema: A prefeitura está alugando quartos de hotéis no centro da cidade do Rio de Janeiro para que ninguém durma na rua. É mais ou menos assim: ao acordar o "ex-morador de rua" sai do hotel, vai para a rua, pede esmolas e cumpre com tudo aquilo que uma pessoa carente e sem emprego faria, mas no final do dia ele não pode dormir na rua - " - a rua não é lugar para ninguém ficar ou passar a noite", já disse um dos idealizadores.

Logo, deve se encaminhar o cidadão para o hotel, lá há uma ceia, um banho e um quarto para dormir. Tudo financiado pela prefeitura.


Pela ordem! - o que essa gente quer é dignidade. Dignidade não é "tapar o sol com a peneira", ou "esconder" nossos "fragelos" e nossas incompetências num quarto de hotel.

E, aqueles "moradores de rua" que se encontram longe dos grandes monumentos públicos e áreas de maior concentração de turismo? - para estes não resta outra sorte, a rua será o seu lugar.


Pela ordem! há "morador de rua" em Cascadura, Méier, Anchieta, Pavuna, Senador Camará, Campo Grande, Freguesia, Ilha do governador, Paciência... alíás, paciência tem limite, e não não é limítrofe com Santa Cruz...


Que esse choque não seja para promoção pessoal, somente, mas política pública séria para englobar todo cidadão carente do município do Rio de Janeiro, restabelendo sua dignidade com tratamento de estima, emprego e renda, principalmente.

Que essa seja a nova ordem!





sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Quem venceu a eleição 2008!?


A quantidade de votos nulos, em branco e abstenções nestas eleições, nos dão a nítida certeza de quem ganhou o pleito de 2008: A Justiça Eleitoral.

Sim, caros leitores, pela primeira vez, ou parafraseando o Chefe de Estado, "nunca na história deste país" se viu um aparato tão grandioso de controle na festa democrática das eleições. Nem mesmo no período denominado negro do regime militar.

A "liberdade" ou "liberalidade" vista nestas eleições, alavancadas pelas opiniões de reportagens tendenciosas, não poderiam esperar outro resultado que não fosse a vitória da Justiça Eleitoral.

A campanha foi tamanha, que as propagandas institucionais trouxeram um tom de comédia e fanfarronice, em detrimento da grave missão de informar o eleitor. Foi abelha no ouvido, sambadinha, pessoa em movimento de rotação, vote nulo, vote em branco, cuidado com seu candidato, ficha-suja, transito em julgado, impugnação ...

Não poderia ser outro o resultado. O tempo de televisão e rádio da Justiça Eleitoral conseguiu convencer o eleitor.

A campanha da Justiça Eleitoral foi eficiente e eficaz. Porém, seu sucesso maior foi justamente o que combate com afinco: a boca de urna.

Caro eleitor, no dia da eleição havia tanto militar nas ruas que parecia que estávamos numa guerra e não na festa democrática.

A Justiça Eleitoral fez boca de urna através da segurança que montou. Perfeito. Resultado final:

A Justiça Eleitoral ganhou as eleições de 2008.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Continuação


A pré-temporada é o nosso assunto agora na comparação entre o Campeonato de Futebol e o Processo Eleitoral.
Como relatamos no post anterior, tudo é muito parecido e com peculiaridades similares.
Antes do início do Campeonato de futebol, passada a fase da peneira, os times começam a realizar jogos amistosos, especular que seus jogadores são melhores, possuem mais títulos, enfim, que estão mais bem preparados para conquistar a vitória final – o Campeonato de Futebol.
Não é diferente no Processo Eleitoral. Os times, que são chamados de Partidos, igualmente após o que denominamos peneira, começam a realizar treinos táticos e amistosos, tudo para colocar em “campo” o melhor “plantel” com vistas a conquista do Processo Eleitoral. Aqui também quem tem mais experiência, títulos, habilidades e desenvoltura, tem lugar garantido no time titular que vai disputar as eleições.
A pré-temporada é isso, momento onde os técnicos partidários ou do futebol, irão formar sua melhor equipe, aquela que garanta no final a vitória do campeonato de futebol ou do processo eleitoral.
Vale lembrar que com a pré-temporada a regra desses campeonatos pode variar. Isto pelo fato de seus tribunais serem distintos. No campeonato de futebol, pode até ocorrer nova contratação no decorrer do campeonato. Contudo, no processo eleitoral a contratação deve ocorrer um ano antes do “jogo” final, ou seja, da eleição.
Regras são regras e os tribunais estão atentos a toda ordem dos campeonatos e processos eleitorais.
Após a pré-temporada, surgem os jogos propriamente ditos, mas este assunto vai ficar para uma outra postagem, até por que a próxima postagem vai tratar de um elemento que dá todo o tom do campeonato de futebol e do processo eleitoral – a torcida!

Até próxima.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O Processo Eleitoral e o Campeonato Estadual


Prezado leitor,
Os próximos textos buscarão ousadamente falar sobre o processo eleitoral pelo qual inevitavelmente iremos passar neste ano de 2008. Digo inevitável, pelo fato de muitos não sentirem o mínimo desejo de sair de suas casas e ser obrigado a votar num determinado aspirante ao cargo eletivo.
Quem sabe um dia, paradoxalmente, o “direito” de decidir o “direito de votar”, será facultativo!
Contudo, enquanto o sonho de muitos não chega, o brasileiro inventa moda e vai às urnas no melhor estilo.
Às vezes, para não dizer como sempre, o pleito eleitoral é tratado como se fosse um campeonato regional, ou melhor, estadual de clubes de futebol.
Não se espante, caro leitor. É isto mesmo. Perceba que as eleições após as “Diretas já”, tornou o povo identificado com todo o aparelho e sistema eleitoral num tipo de sinergia incomum e crescente a cada eleição.
Quer exemplos? – Então vamos aos que nos saltam às vistas.
No futebol, antes da bola rolar existe a “peneira”, - uma espécie de busca por bons jogadores, aqueles que poderão depois de aprovados e treinados figurar no elenco do time que disputará o campeonato no ano seguinte.
Não é diferente no processo eleitoral. Só que neste o gênero Time, que se denomina Partido, os jogadores se chamam Filiados, mas em ambos há a “peneira”, momento em que os atores precisam mostrar que sabem atuar tanto no futebol como no processo eleitoral.
Para entrar no campeonato ou no processo eleitoral, os jogadores e filiados também se igualam, ou seja, só podem participar se estiverem com a saúde em dia, bem preparados física e psicologicamente, e principalmente com toda documentação registrada, ou na Federação de Futebol ou no Tribunal Eleitoral.
É verdade leitor, estamos só começando a comparar. Há muito mais semelhanças do que imaginávamos.
Se perder o prazo de inscrição, já era. Pode ser o melhor jogador do mundo, “Pelé” ou “Getúlio Vargas”, não adianta vai ficar de fora.
No processo eleitoral, os “times” têm suas cores, bandeiras e distintivos, tal qual no futebol. Possuem hinos e sedes de agremiações. Ambos têm um particular: possuem torcida em todo canto da cidade e fora dela.
O engraçado é que a semelhança perpetrada pelo brasileiro no processo eleitoral e no futebol cada vez mais fica evidente. No time há sempre um craque, geralmente é o que veste a camisa 10. Já no partido é semelhante, sempre um filiado se destaca mais e puxa todo “time” rumo a vitória eleitoral, mas, neste caso, o craque possui número diverso da camisa 10. Pode ser o camisa 14, 25, 13, 15, 22, 11, 12 e por aí vai...
Tanto no futebol como no processo eleitoral têm “tapetão”, uma espécie de tribunal que julga os faltosos do campeonato.
Os juízes são implacáveis na fiscalização, e as vezes até erram na tentativa de acertar. O que buscam é o jogo limpo.
A pré-temporada é muito divertida. Mas, este assunto vou deixar para a próxima postagem.
Fique atento e veja o que está acontecendo nesta pré-temporada das eleições 2008, e compare comigo, mande suas percepções. E, até a próxima.